Fábula do rato – o problema de um é problema de todos

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
– Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!
A galinha disse:
– Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e disse:
– Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !
– Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:
– O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.
No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
“Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.”

Anúncios

A bola – texto para 6º ano

videogame A BOLA Luís Fernando Veríssimo
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
– Como é que liga? – perguntou.
– Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
– Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
– Não precisa manual de instrução.
– O que é que ela faz?
– Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
– O quê?
– Controla, chuta…
– Ah, então é uma bola.
– Claro que é uma bola.
– Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
– Você pensou que fosse o quê?
– Nada não, pai.
O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da TV com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo em que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
– Filho, olha.
O garoto disse “legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.

Relato autobiográfico – 7º ano

monteiro lobatoTexto autobiográfico de Monteiro Lobato
Nasci José Renato Monteiro Lobato, em Taubaté-SP, aos 18 de abril de 1882. Falei tarde e aos 5 anos de idade ouvi, pela primeira vez, um célebre ditado… Concordei. Aos 9 anos resolvi mudar meu nome para José Bento Monteiro Lobato desejando usar uma bengala de meu pai, gravada com as iniciais J.B.M.L.
Fui Juca, com as minhas irmãs Judite e Esther, fazendo bichos de chuchu com palitos nas pernas. Por isso, cada um de meus personagens; Pedrinho, Narizinho, Emília e Visconde representa um pouco do que fui e um pouco do que não pude ser.
Aos 14 anos escrevi, para o jornal “O Guarani”, minha primeira crônica.
Sempre amei a leitura. Li Carlos Magno e os 12 pares de França, o Robinson Crusoé e todo o Júlio Verne. Formei-me em Direito em 1904, pela Universidade de São Paulo. Queria ter cursado Belas Artes ou até Engenharia, mas meu avô, Visconde de Tremembé, amigo de Dom Pedro II, queria ter na família um bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.
Em maio de 1907 fui nomeado promotor em Areias – SP, casando-me no ano seguinte com Maria Pureza da Natividade, com quem tive o Edgar, o Guilherme, a Marta e a Rute.
Vivi no interior, nas pequenas cidades, sempre escrevendo para jornais e revistas.
Em 1911 morreu o meu avô, Visconde de Tremembé, e dele herdei a fazenda Buquira, passando de promotor a fazendeiro. Na fazenda escrevi o Jeca Tatu, símbolo nacional.
Comprei a “Revista do Brasil” e comecei, então, a editar meus livros para adultos. “Urupês” iniciou a fila em 1918. Surgia a primeira editora nacional “Monteiro Lobato & Cia”, neste mesmo ano. Antes de mim, os livros do Brasil eram impressos em Portugal.
Quiseram me levar para a Academia Brasileira de Letras. Recusei. Não quis transigir com a praxe de lá – implorar votos.
Tive muitos convites para cargos oficiais de grande importância. Recusei a todos. Getúlio Vargas (presidente do Brasil na ocasião) convocou-me para ser o Ministro da Propaganda. Respondi que a melhor propaganda para o Brasil, no exterior, era a “Liberdade do Povo”, a constitucionalização do país.
Minha fama de propagandista decorria da minha absoluta convicção pessoal. O caso do petróleo, por exemplo, e do ferro. Éramos ricos em energia hidráulica e minérios e não somente café e açúcar. Durante 10 anos, gritei essas verdades. Fui sabotado e incompreendido.
Dediquei-me à Literatura Infantil já em 1921. E, retomei a ela, anos depois, desgostoso dos adultos. Com “Narizinho Arrebitado”, lancei o “Sítio do Picapau Amarelo”. O sítio é um reino de liberdade e encantamento. Muitos já o classificaram de República.
Eu mesmo, por intermédio de um personagem, o Rei Carol, da Romênia, no livro A Reforma da Natureza, disse ser o Sítio uma República. Não; República não é, e sim um reino. Um reino cuja rainha é a D. Benta. Uma rainha democrática, que reina pouco. Uma rainha que permite liberdade absoluta aos seus súditos. Súditos que também governam. Um deles, Emília, é voluntariosa, teimosa, renitente e não renuncia os seus desejos e projetos. Narizinho e Pedrinho são as crianças de ontem, de hoje e amanhã, abertas a tudo, querendo ser felizes, confrontando suas experiências com o que os mais velhos dizem, mas sempre acreditando no futuro.
Mas eu precisava de instrumentos idôneos para que o trânsito do mundo real para o fantástico fosse possível, pois, como ir à Grécia? Como ir à Lua? Como alcançar os anéis de Saturno? Bem, a lógica das coisas impunha a existência desse instrumento. Primeiro surgiu o “O Pó de Pirlimpimpim” que transportaria para todo e sempre, os personagens de um lugar para outro, vencendo o “ESPAÇO”. O “FAZ-DE-CONTA”, pó número 2, venceria a barreira do “TEMPO”, suprindo as impossibilidades de acontecimentos. Finalmente pensei no “SUPER-PÓ”, inventado pelo Visconde de Sabugosa, em o Minotauro, que transportaria, num átimo, para qualquer lugar indeterminado, desde que desejado.
Como disse a Emília: “é um absurdo terminar a vida assim, analfabeto!”. Eu poderia ter escrito muito mais, perdi muito tempo escrevendo para gente grande. Precisava ter aprendido mais…
Hoje aos 4 de julho de 1948, vítima de um colapso, na cidade de São Paulo parto para outra dimensão.
Mas o que tinha de essencial, meu espírito jovem, minha coragem, está vivo no coração de cada criança. Viverá para sempre, enquanto estiver presente a palavra inconfundível de “Emília”.

Texto 2 com atividades

images

O príncipe desencantado Autor: Flávio de Souza

O primeiro beijo foi dado por um príncipe numa princesa que estava dormindo encantada havia cem anos. Assim que foi beijada, ela acordou e começou a falar:
PRINCESA: – Muito obrigada, querido príncipe. Você por acaso é solteiro?
PRÍNCIPE: – Sim, minha querida princesa.
PRINCESA: – Então nós temos que nos casar, já! Você me beijou, e foi na boca, afinal de contas não fica bem, não é mesmo?
PRÍNCIPE: – É… querida princesa.
PRINCESA: – Você tem um castelo, é claro.
PRÍNCIPE: – Tenho… princesa.
PRINCESA: – E quantos quartos têm o seu castelo, posso saber?
PRÍNCIPE: – Trinta e seis.
PRINCESA: – Só? Pequeno, hein! Mas não faz mal, depois a gente faz algumas reformas… Deixa eu pensar quantas amas eu vou ter que contratar… Umas quarenta eu acho que dá!
PRÍNCIPE: – Tantas assim?
PRINCESA: – Ah, eu não quero nem saber. Eu não pedi para ninguém vir aqui me beijar, e já vou avisando que quero umas roupas novas, as minhas devem estar fora de moda, afinal, passaram-se cem anos, não é mesmo? E quero uma carruagem de marfim, sapatinhos de cristal e…e…joias, é claro! Eu quero anéis, pulseiras, colares, tiaras, coroas, cetros, pedras preciosas, semipreciosas, pepitas de ouro e discos de platina!
PRÍNCIPE: – Mas eu não sou o rei das Arábias, sou apenas um príncipe…
PRINCESA: – Não me venha com desculpas esfarrapadas! Eu estava aqui dormindo e você veio e me beijou e agora vai querer que eu ande por aí como uma gata borralheira? Não, não e não, e outra vez não e mais uma vez não!
Tanto a princesa falou que o príncipe se arrependeu de ter ido até lá e a beijado. Então teve uma ideia. Esperou a princesa ficar distraída, se jogou sobre ela e deu outro beijo bem forte. A princesa caiu imediatamente num sono profundo, e dizem que até hoje está lá, adormecida. Parece que a notícia se espalhou, e os príncipes passam correndo pela frente do castelo onde ela dorme, assobiando e olhando para outro lado.

Entendendo o texto
Responda no seu caderno:
1- Assim que a princesa acorda com o beijo do príncipe, ela passa a exigir várias coisas. Liste esses pedidos.
2- “Mas eu não sou o rei das Arábias, sou apenas um príncipe… Por que o príncipe faz essa afirmação?
3- Qual ideia o príncipe teve para “dar um jeito” na princesa? Essa ideia funcionou?
4- Que outra personagem dos contos de fadas é mencionada nessa história?
5- Outros príncipes souberam do fato que ocorreu naquele castelo. Como passaram a se comportar?

Agora, discuta com seus colegas e professor
– Quais os elementos presentes nesse texto que caracterizam um conto de fadas?
– O que esse texto tem de diferentes dos outros contos de fadas?
– Quais os traços de modernidade presentes nesse texto?
– Analise os aspectos intertextuais entre os dois textos (veja o box sobre intertextualidade)

Intertextualidade é quando o autor cria um texto a partir de um outro já existente, estabelecendo portanto, relações entre esses textos. Na intertextualidade, o autor pode citar algo que o outro já escreveu, sempre usando as aspas, pode também recriar da sua própria forma um texto já existente, sendo que, quando o leitor faça a leitura, se lembre do texto que deu origem.

Produção de texto
Espere um momento!!! A princesa continuará dormindo para sempre? Ninguém será capaz de acordá-la e mudar seu comportamento, fazendo dela uma princesa doce e feliz? Está na hora de colocar a imaginação para trabalhar… Dê um final para o conto usando toda a sua criatividade.

Projeto Contos de Fadas – Texto 1

CHAPEU MOTO

Texto proposto para atividades de leitura e interpretação, nas primeiras semanas de aula, visando diagnosticar o nivel de proficiência dos alunos.

CHAPEUZINHO VERMELHO DE RAIVA
– Senta aqui mais perto, Chapeuzinho. Fica aqui mais pertinho da vovó, fica.
– Mas vovó, que olho vermelho… E grandão… Que que houve?
– Ah, minha netinha, estes olhos estão assim de tanto olhar para você. Aliás, está queimada, heim?
– Guarujá, vovó. Passei o fim de semana lá. A senhora não me leva a mal, não, mas a senhora está com um nariz tão grande, mas tão grande! Tá tão esquisito, vovó.
– Ora, Chapéu, é a poluição. Desde que começou a industrialização do bosque que é um Deus nos acuda. Fico o dia todo respirando este ar horrível. Chegue mais perto, minha netinha, chegue.
– Mas em compensação, antes eu levava mais de duas horas para vir de casa até aqui e agora , com a estrada asfaltada, em menos de quinze minutos chego aqui com a minha moto.
– Pois é, minha filha. E o que tem aí nesta cesta enorme?
– Puxa, já ia me esquecendo: a mamãe mandou umas coisas para a senhora. Olha aí: margarina, Helmmans, Danone de frutas e até uns pacotinhos de Knorr, mas é para a senhora comer um só por dia, viu? Lembra da indigestão do carnaval?
– Se lembro, se lembro…
– Vovó, sem querer ser chata.
– Ora, diga.
– As orelhas. A orelha da senhora está tão grande. E ainda por cima, peluda. Credo, vovó!
– Ah, mas a culpada é você. São estes discos malucos que você me deu. Onde á se viu fazer música deste tipo? Um horror! Você me desculpe porque foi você que me deu, mas estas guitarras, é guitarra que diz, não é? Pois é; estas guitarras são muito barulhentas. Não há ouvido que aguente, minha filha. Música é a do meu tempo. Aquilo sim, eu e seu finado avô, dançando valsas… Ah, esta juventude está perdida mesmo.
– Por falar em juventude o cabelo da senhora está um barato, hein? Todo desfiado, pra cima, encaracolado. Que qué isso?
– Também tenho que entrar na moda, não é, minha filha? Ou você queria que eu fosse domingo ao programa do Chacrinha de coque e com vestido preto com bolinhas brancas?
Chapeuzinho pula para trás:
– E esta boca imensa???!!!
A avó pula da cama e coloca as mãos na cintura, brava:
– Escuta aqui, queridinha: você veio aqui hoje para me criticar é?!

AUTOR: Mário Prata

Folha em branco – primeiro dia de aula

folha em branco
Certo dia um professor estava aplicando uma prova e os alunos, em silêncio, tentavam responder as perguntas com certa ansiedade.
Faltavam uns quinze minutos para o encerramento e um jovem levantou o braço e disse:
– Professor, pode me dar uma folha em branco?
O professor levou a folha até sua carteira e perguntou-lhe porque queria mais uma folha em branco, e o aluno falou:
– Eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez.
Apesar do pouco tempo que faltava, o professor confiou no rapaz, deu-lhe a folha em branco e ficou torcendo por ele.
A atitude do aluno causou simpatia ao professor que, tempos depois, ainda se lembrava daquele episódio simples, mas significativo.
Assim como aquele aluno, nós também recebemos de Deus, a cada dia, uma nova folha em branco. E muitos de nós só temos feito rabiscos, confusões, tentativas frustradas, e uma confusão danada…
Outros apenas amassam essa nova página e a arremessam na lixera, gastando o tempo com inutilidades.
Talvez hoje fosse um bom momento para começar a escrever, nessa nova página em branco, uma história diferente, buscando um resultado mais feliz.
Assim como tirar uma boa nota depende da atenção e do esforço do aluno, uma vida boa também depende da atenção e da dedicação de cada um.
Não importa qual seja sua idade, sua condição financeira, sua religião… Tome essa página em branco e passe sua vida a limpo.
Escreva, hoje, um novo capítulo, com letras bem definidas e sem rasuras.
E o principal: que todos possam ler e encontrar lições nobres.
Não se preocupe em tirar nota dez, ser o primeiro em tudo, preocupe-se apenas em fazer o melhor que puder.
Pense que mesmo não tendo pedido, Deus lhe ofereceu uma outra folha em branco, que é o dia de hoje.
Por isso, não se permita rabiscar ou escrever bobagens nesta nova página, nem desperdiçá-la.
Aproveite essa nova chance e escreva um capítulo feliz na sua história.
Use as tintas com atenção, respeito, coragem e muito amor.
Pense nisso!

http://www.supertextos.com

Solução perigosa

universidade
Foi aprovada no dia 26 de setembro de 2012, a lei que libera cotas nas universidades, direcionando 50% de vagas para estudantes menos favorecidos. Dessa porcentagem, metade será destinada a alunos de baixa renda e a outra metade para negros, pardos e índios. Inicialmente, essa lei pode parecer funcional, porém será apenas mais uma deixa para continuar com o ensino público de péssima qualidade.
O ideal, tendo em vista a situação da educação em nosso país, seria continuar mantendo os vestibulares, pois assim é possível igualdade na disputa entre os candidatos, testando seus conhecimentos e oferecendo as vagas aos mais bem preparados para enfrentar o ensino superior e suas exigências. Vale ressaltar também, que a lei foi adotada, até o momento, em apenas 59 universidades, das 2.341 existentes, um número bem pequeno. Além disso, essas vagas serão destinadas a estudantes das escolas públicas, não sendo necessário alcançar a nota realmente estabelecida para cursar determinada instituição, encobrindo a deficiência do ensino público.
Portanto, o governo comete um novo erro, deixando de priorizar um ensino de qualidade nas escolas públicas, o que permitiria a esses estudantes a capacidade de concorrer com alunos de escola particular, criando então as cotas que irão apenas esconder o real problema na educação brasileira.

Aluno: Pedro Henrique 9º ano B